blog facebook WhatsApp
Central de marcação: 71 3622-7555
Vida e Saúde - Blog

Hipertensão: como prevenir e tratar?

segunda, 14 de junho de 2021

A hipertensão arterial, popularmente chamada de pressão alta, é caracterizada por um desequilíbrio no sistema circulatório que faz com que a pressão nas artérias aumente. Essa é considerada uma condição grave, pois além de gerar diversos distúrbios no organismo, também é um dos principais fatores de risco para problemas cardiovasculares.

E por ser causadora de doenças cardíacas, a hipertensão está relacionada com 51% das mortes por Acidente Vascular Cerebral (AVC ou derrame, como também é conhecido) e 45% dos óbitos derivados de outros problemas cardíacos. Estes são dados mundiais estimados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Devido à importância do tema, o dia 26 de abril foi instituído como Dia Nacional de Combate à Hipertensão, com o objetivo de conscientizar a população sobre o diagnóstico preventivo e o tratamento adequado.

Para que se caracterize como hipertensão, os níveis da pressão arterial devem estar sustentados acima de 140×90 mmHg (milímetro de mercúrio), que chamamos simplificadamente de 14 por 9. Aqui, o primeiro número (14) faz referência à pressão máxima ou sistólica, correspondente à contração do coração. Já o segundo número (9) se refere à pressão do movimento de diástole, que é quando o músculo cardíaco relaxa.

E como identificar a presença da hipertensão? Entre os sintomas mais frequentes podemos destacar

  • - tontura
  • - falta de ar
  • - palpitações
  • - dor de cabeça frequente
  • - alteração na visão

Esses podem ser alguns sinais de alerta, porém, na maioria dos casos a hipertensão surge de forma silenciosa, e por isso é importante fazer a medição da pressão arterial regularmente.

Causas e consequências da hipertensão

Podemos classificar hipertensão arterial como primária, quando surge por fatores genéticos e hereditários, e secundária, quando decorre de outros problemas, como doenças renais e suprarrenais ou da tireoide, por exemplo.

Nesse sentido, investigar o histórico de saúde do paciente é fundamental para determinar a origem e, consequentemente, as causas da doença, para oferecer um diagnóstico preciso e o tratamento mais adequado.

Principais causas da hipertensão

Podemos descrever as causas mais comuns de pressão alta como histórico familiar, obesidade, estresse e envelhecimento – a doença atinge cerca de 60% das pessoas com mais de 60 anos de idade.

Já o sobrepeso e a obesidade podem acelerar o aparecimento da hipertensão em até 10 anos. Além disso, os maus hábitos alimentares e o sedentarismo também contribuem para o problema.

Consequências da hipertensão

Entre as complicações decorrentes da hipertensão, quando esta condição não é acompanhada e tratada corretamente, estão as chances de derrame cerebral (AVC), infarto do miocárdio e doença renal crônica.

Quando não é monitorada e controlada, a hipertensão também pode levar à hipertrofia do músculo do coração, ocasionando uma arritmia cardíaca. Por isso, o tratamento contínuo é crucial para melhorar a rotina do paciente e aumentar sua expectativa de vida.

Como tratar e conviver com a hipertensão?

Apesar de não ter cura, a hipertensão é uma doença facilmente tratável. Isso permite que o indivíduo seja capaz de conviver com esta condição sem maiores intercorrências, desde que siga as orientações médicas e leve o tratamento a sério.

E diferente do que muitos acreditam, nem sempre é necessário fazer uso de medicamentos para controlar a pressão. Muitas vezes, adotar um estilo de vida mais saudável, com mudanças na alimentação, consumo moderado de álcool, abandono do cigarro e prática regular de atividades físicas é suficiente para evitar que o problema se manifeste.

Todavia, o acompanhamento médico é essencial para o hipertenso. Consultas regulares com o cardiologista devem ser mantidas a partir da confirmação do diagnóstico, pois somente ele é capaz de indicar o tratamento mais adequado, e orientar as práticas diárias conforme o grau da doença e a relação com outras comorbidades.

Prevenção: de que forma é possível evitar a doença?

A máxima "prevenir é melhor do que remediar" se aplica muito bem à hipertensão. Afinal, antes que a doença apareça e fragilize a saúde do indivíduo – e muitas vezes, quando o problema surge, acaba sendo fatal – é possível agir preventivamente.

Existem várias maneiras de prevenir a hipertensão. A recomendação de médicos e profissionais de saúde em geral orienta para as seguintes ações

  • - modificar os hábitos alimentares, dando preferência para o consumo de alimentos saudáveis, com baixo teor de sódio, pouco ou nenhum açúcar e menor quantidade de gorduras
  • - manter o peso adequado, conforme o biótipo
  • - praticar atividades físicas regularmente, no mínimo três vezes por semana
  • - espaço para os momentos de lazer, que ajudam a reduzir o estresse
  • - parar de fumar
  • - consumir bebidas alcoólicas moderadamente.

Em conjunto, essas práticas ajudam a equilibrar o funcionamento do organismo e, consequentemente, evitam que haja aumento da pressão arterial. Além disso, proporcionam mais qualidade de vida e saúde a longo prazo.

O que é a Síndrome pós-Covid e como identificá-la.

segunda, 03 de maio de 2021

Compreender o comportamento do novo coronavírus (Sars-CoV-2), causador da Covid-19, tem sido o grande desafio de médicos e cientistas. Sobretudo por conta das constantes mutações, cada pessoa reage de forma muito particular à infecção, e muitas delas acabam adquirindo a chamada Síndrome pós-Covid.

E hoje, mesmo com mais de 11 milhões de brasileiros curados da Covid-19 (até o momento), alguns estudos apontam que cerca de 80% dos recuperados permanecem com ao menos um sintoma por até quatro meses após o fim da infecção.

Geralmente, essa condição se apresenta com sintomas persistentes, que podem durar meses em casos mais severos, mesmo após a recuperação. E se diferencia das sequelas de casos clínicos, que debilitam o paciente.

Apesar da Síndrome pós-Covid ser mais comum em casos de internação em UTI, casos mais leves também podem desencadear o problema.

Confira a seguir as principais características da síndrome relatadas pelos pacientes.

Sintomas da Síndrome pós-Covid

A Síndrome pós-Covid é considerada uma condição inflamatória. Entre as principais queixas de quem sofre com o problema estão a fadiga crônica e as dores musculares. Contudo, à medida que as mutações do vírus vão resultando em quadros clínicos diversos, em maior ou menor gravidade, os relatos sobre os sintomas tornam-se bastante variados.

De modo geral, a síndrome pós-Covid se manifesta com a presença dos seguintes sinais

  • - falta de ar;
  • - cansaço persistente, mesmo em repouso;
  • - dor de cabeça;
  • - dor muscular;
  • - perda de paladar e olfato;
  • - dor no peito;
  • - tontura;
  • - queda de cabelo;
  • - palpitações;
  • - trombose;
  • - dificuldades de raciocínio e memória.

No entanto, vale lembrar que esses sintomas não precisam, necessariamente, se manifestar ao mesmo tempo. As reações variam muito de pessoa para pessoa, e esta é uma das características do novo coronavírus que mais têm dificultado a busca por um tratamento efetivo para a doença.

Impactos da Síndrome pós-Covid na rotina

Uma vez que os sintomas da síndrome pós-Covid costumam ser persistentes, em alguns casos durando por meses após a recuperação, muitas pessoas têm sua rotina afetada.

Sobretudo quando há fadiga permanente, tarefas simples do dia a dia são comprometidas, fazendo com que o indivíduo encontre dificuldade para caminhar pequenas distâncias e, até mesmo, tomar banho.

Esse quadro incapacitante, que inclui cansaço extremo, dores pelo corpo, entre outras reações, prejudica as atividades diárias, afetando a vida pessoal e também profissional de quem desenvolve a síndrome.

Além disso, o diagnóstico é um tanto complexo, uma vez que existe a necessidade de diferenciar sintomas da síndrome pós-Covid de outros quadros clínicos, como sequelas pulmonares, neuropatias, depressão, entre outras doenças que podem apresentar sintomas muito semelhantes.

Importância do acompanhamento médico durante e após a Covid

Mesmo que ainda não haja um tratamento prévio cientificamente comprovado para a Covid-19, o acompanhamento médico desde os primeiros sintomas, e sobretudo com a confirmação da doença, é essencial para diminuir o risco de sequelas.

Ou ainda, no caso de aparecimento da síndrome pós-Covid, para reduzir as consequências do problema é fundamental que um profissional de saúde esteja a par do caso. 

Inclusive, uma abordagem multidisciplinar pode ser indicada, com fisioterapia respiratória e, em alguns casos, acompanhamento psicoterapêutico, entre outros cuidados que podem ser indicados pelo médico.

Cuidados com o bebê nos primeiros meses após o parto.

segunda, 26 de abril de 2021

Com a gravidez, a vida da gestante muda significativamente. Mas é após o parto que as verdadeiras transformações ocorrem. Nesse momento, surgem muitas dúvidas sobre os cuidados com o bebê, que agora precisa ser carregado fora da barriga, aumentando a preocupação das mamães.

À medida que parte do corpo da mulher vai perdendo o volume adquirido nos últimos meses e tomando sua forma anterior – os seios, por outro lado, já aumentaram substancialmente para a amamentação –, a mente passa por um processo bastante intenso. Tanto que algumas mulheres desenvolvem depressão pós-parto, uma condição séria que merece total atenção.

Assim, num universo de novidades, a mamãe vai se adaptando e aprendendo, à medida que a saúde e a rotina do bebê precisam cada vez mais da sua dedicação, e por isso formar uma rede de apoio é fundamental.

Veja a seguir algumas dicas sobre os cuidados com o bebê nos período inicial após o nascimento

Atenção aos cuidados com o bebê nos primeiros meses

Voltar da maternidade com o filho nos braços é o sonho das mamães, mas que vem carregado de desafios. Principalmente sobre os cuidados com alimentação, higiene e saúde em geral.

Sobre a alimentação, é importante que o intervalo entre as mamadas seja de duas a três a horas. Esse ritmo pode seguir durante os primeiros três meses, mesmo durante à noite. No entanto, aos poucos, a rotina noturna vai mudando, e a mãe saberá reconhecer quando a criança está com fome e é hora de alimentá-la.

Outro ponto de atenção e dúvida de muitas mamães é sobre o sono do bebê. É fato que recém-nascidos dormem a maior parte do tempo, e se mantêm acordados, geralmente, em função da alimentação.

Como vestir meu bebê?

É comum pensar que recém-nascidos sentem frio e por isso devem estar o tempo todo agasalhados, mas isso é um engano. Se basear na temperatura das mãos e pés do bebê pode causar essa confusão, pois essas partes são normalmente frias, pois a circulação é mais lenta.

Portanto, entre os cuidados com o bebê está o uso de roupinhas adequadas, de acordo com a sensação térmica da mãe. Se está fazendo calor, o ideal é colocar uma roupa mais fresca e, do contrário, agasalha-lo se estiver frio.

Higiene

A higiene faz parte dos cuidados com o bebê, mas o banho é visto como um momento tenso para algumas mães, que não se sentem seguras nessa hora. Nesse caso, se puder com a ajuda de algum familiar, vale a tentativa.

Porém, na hora do banho, é importante estar atento aos produtos utilizados. Diferente do que muitos pensam, bebês não precisam de produtos especiais. Um sabonete neutro é o suficiente para a higiene, não sendo necessário o uso de xampus. Vale ressaltar apenas que o enxágue da criança deve ser feito com água limpa, sem resíduos de sabão, o que muitas pessoas ignoram.

Do mesmo modo, a limpeza das orelhas não requer o uso de cotonete, bastando uma toalha ou fralda. Já a boca do bebê (parte interna) pode ser limpa com água bicarbonatada, numa solução caseira, onde se adiciona uma colher de chá de bicarbonato de sódio a meio copo de água.

Cólicas e outras dores

A saúde do bebê é motivo de preocupação para as mamães. Sobretudo porque a maioria dos recém-nascidos apresenta cólicas, refluxo e dores de ouvido, por exemplo. É importante observar o comportamento da criança, a frequência do choro (já que é desse modo que o bebê comunica que há algo errado).

Seguir a orientação do pediatra é sempre a recomendação, mas em alguns casos, pode ser necessário procurar atendimento médico, caso as providências previamente recomendadas não surtam efeito.

Importância da amamentação

Já é sabido o quanto a amamentação é importante não só para o bebê, mas para as mamães também! Primeiramente por conta do vínculo entre mãe e filho que se fortalece. E mais ainda, porque o leite materno é o alimento "sob medida", capaz de nutrir adequadamente o recém-nascido por um longo período.

Pelo menos até os seis meses, esse pode ser o único alimento oferecido. Inclusive, o leite materno nutre a fome e a sede da criança, não sendo necessário dar a ela água separadamente. Após esse período, já é possível começar a introduzir outros alimentos, mas não por uma necessidade real.

Saúde da mamãe: não é hora de se descuidar!

Na correria do dia a dia, em meio a tantas tarefas e cuidados com o bebê, é comum que as mães negligenciem a própria saúde. Porém, vale lembrar que todos os cuidados com alimentação, qualidade do sono, atividade física e saúde de modo geral, que eram mantidos durante a gestação, devem permanecer.

Isso é fundamental para que a mãe tenha condições de cuidar adequadamente do recém-nascido e, claro, de manter o autocuidado como ato de amor próprio, que é indispensável!

Principais alergias que atingem os brasileiros.

segunda, 19 de abril de 2021

As alergias são problemas de saúde que merecem atenção, sobretudo porque quadros graves de alguns tipos de alergia podem levar à morte. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 30% da população brasileira é acometida pelo problema.

Podemos definir as alergias como uma reação exagerada do organismo que atua na defesa contra certos agentes que, em princípio, não deveriam fazer mal. Um exemplo são os ácaros, que estão presentes na poeira.

Em geral, esses microorganismos não comprometem a saúde diretamente, mas na pessoa alérgica, existe uma reação forte, que provoca sensações de desconforto. Essas reações variam de acordo com o tipo de alergia, e também quanto à forma como cada organismo se mostra vulnerável.

Diferente do que alguns acreditam, a presença de alergias não tem relação com baixa imunidade. No entanto, podem ser vistas como importantes comorbidades em certas situações.

É o caso de pessoas com asma, rinite alérgica ou sinusite. Caso sintam-se debilitadas e com a imunidade baixa, podem apresentar infecções respiratórias mais severas, complicando ainda mais o quadro asmático.

Quais os tipos de alergia mais comuns?

Entre os tipos de alergia mais comuns estão as respiratórias. A rinite alérgica é que tem maior incidência, com 25%, seguida da asma alérgica que atinge aproximadamente 20% de crianças e adolescentes. E também as alergias alimentares, de contato e urticárias. Todas elas precisam de atenção e cuidado, a fim de evitar o agravamento e controlar as reações.

Alergias respiratórias

As alergias respiratórias são aquelas desencadeadas por contato com os alérgenos do ambiente. Isso inclui ácaros, mofo, pólen, poeira doméstica, pelos de animais, fumaça de cigarros, fezes de insetos e cheiros fortes. Entre as principais estão:

Rinite alérgica

É a mais comum entre as alergias respiratórias, e se manifesta através de crise de espirros, coriza, coceira no nariz, garganta, olhos e ouvidos e congestão nasal. Geralmente, a rinite alérgica aparece a partir dos quatro anos de idade, mas pode ocorrer bem mais tarde.

Asma alérgica

Sua principal característica é o chiado no peito, seguida de falta de ar, respiração curta e rápida. Também pode apresentar tosse seca e desconforto pulmonar. Quando uma crise é desencadeada pela exposição a um alérgeno, é chamada de asma induzida por alergia ou asma alérgica.

A asma trata-se de uma doença que pode evoluir para um quadro grave, levando à morte. Mesmo não tendo uma cura, pode ser prevenida e controlada.

Alergias de pele

Esse tipo de alergia pode ser desencadeada através do contato direto com um alérgeno sobre a pele ou mesmo por uma reação do organismo a substâncias presentes nos alimentos ou medicamentos. Entre as alergias de pele mais comuns estão a urticária alérgica, a dermatite de contato e o angioedema.

Alergias alimentares

As alergias alimentares costumam se manifestar através de sintomas como diarreia, dor abdominal e vômito, mas também por meio da pele, como vergões, urticária e coceira. Alterações no sistema respiratório, como tosse e chiado no peito, também podem ser sintomas de alergia alimentar.

Entre os alimentos que mais desencadeiam alergias estão o leite de vaca, ovo, trigo, crustáceos (principalmente camarão) e amendoim. Os corantes artificiais e outros aditivos também podem causar reações alérgicas.

Alergia a picada de insetos

Embora seja mais comum em crianças até os 10 anos de idade, a alergia a picadas de insetos também pode se manter durante a fase adulta. Nesse tipo de alergia, os sintomas aparecem de forma localizada, com coceira intensa, vermelhidão, inchaço, sensação de calor e aparecimento de bolhas.

Contudo, a depender da sensibilidade do organismo, a picada de um inseto também pode causar espirros, tosse, coriza e falta de ar. Entre os insetos que causam alergias mais frequentes estão os pernilongos e borrachudos, formigas, pulgas, carrapatos, vespas e abelhas.

Nesse último caso, a pessoa alérgica pode vir a sofrer um choque anafilático dependendo da sua sensibilidade e da quantidade de picadas.

Alergia a medicamentos

Cerca de 12% dos brasileiros já apresentaram algum tipo de reação alérgica a medicamentos, de acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia. Em 90% dos casos, ela se manifesta através de sintomas na pele, como coceira, erupções cutâneas, inchaço dos lábios e angioedema.

Nesse tipo de alergia, o indivíduo pode ser alérgico a um medicamento específico ou a toda classe de medicamentos. Isso porque a estrutura química dos fármacos dentro de um mesmo grupo é similar, podendo gerar uma reação cruzada.

Como diagnosticar e tratar as alergias?

Embora existam testes de alergia, geralmente, se descobre o problema de maneira espontânea a partir do contato com o alérgeno. Todavia, em alguns casos, uma manifestação leve pode não ser levada em conta, e é preciso investigar e confirmar o quadro, evitando o agravamento.

Entre os testes de alergia disponíveis estão

  • - exames de laboratório (IgE total e IgE específica no sangue);
  • - testes cutâneos de contato;
  • - exames de imagem, como tomografia e raio-x;
  • - dietas de eliminação;
  • - testes de provocação.

Ao confirmar a  presença de uma alergia, o tratamento é feito de forma associada: tratamento clínico somado a medidas de controle do ambiente. Quando o tratamento clínico falhar, é possível contar com a imunoterapia alérgeno-específica.

Entre os medicamentos mais utilizados para tratar os diversos tipos de alergia estão os anti-histamínicos orais (chamados de antialérgicos), descongestionantes sistêmicos, corticoides e vasoconstritores.

IMPORTANTE! Em caso de reação alérgica, é fundamental procurar um médico alergista para investigar a doença e buscar tratamento. 

Último trimestre de gestação: o fim de uma jornada e o início de outra.

quinta, 15 de abril de 2021

A reta final da gestação é um dos períodos de maior ansiedade para as mamães. Inclusive porque, a partir do sétimo mês, existe a possibilidade de nascimento prematuro do bebê, o que sempre causa uma certa preocupação.

Contudo, as gestantes que se mantêm em dia com os exames de pré-natal e as visitas ao médico, assim como uma rotina saudável, não precisam temer nada nessa fase. Porém, é importante que os cuidados se mantenham até o momento do parto.

Confira a seguir como o terceiro trimestre da gestação se desenvolve e aproveite os últimos meses como gestante tranquilamente!

Jornada da gestação: do 7º ao 9º mês

Nessa última fase da jornada da gestação, muitas transformações ainda ocorrem. Cada dia até o parto – e também depois dele – é uma novidade! E para tirar as dúvidas das futuras mamães que estão mais próximas de ter seu bebê, respondemos algumas questões. Confira!

Como está o meu bebê?

No terceiro trimestre de gestação, que vai da 28ª a 40ª semana, o crescimento do feto é bastante notável. Este é o período notável de maior desenvolvimento para o bebê, pois é quando ele começa a criar a camada de gordura subcutânea, apresentando a aparência que a mãe espera ver ao nascer.

Nesse período, também é desenvolvido um ciclo de sono-vigília, onde é possível perceber os momentos em que o bebê está acordado ou quando está dormindo, por conta dos movimentos, aparentes ou não.

Outra novidade sobre o bebê é em relação aos movimentos de sucção que ele começa a fazer chupando o dedinho polegar. Isso significa que, ao nascer, ele já terá aprendido a mamar.

Do mesmo modo, as pálpebras são podem abrir e fechar regularmente, e sua audição e sensibilidade a estímulos está totalmente desenvolvida. Nesse período, você perceberá mais facilmente quando ele fica sensível a ruídos, luz e música, por exemplo.

Quais transformações meu corpo vai sofrer nesse período?

Nos últimos meses de gestação, as principais transformações corporais da mulher já ocorreram. No entanto, alguns agravantes como inchaço, dores na coluna por conta da barriga, câimbras e azia são frequentes. Por causa do aumento de peso, também podem surgir varizes.

Da mesma forma, o desconforto na hora de dormir pode acarretar em insônia. O aumento dos seios, por conta da produção de leite, também é significativo, e pode causar dores e sensação de formigamento.

Com relação ao aspecto emocional, pode surgir um pouco de impaciência. Isso é normal, afinal, após tantos meses, a ansiedade em finalmente ter seu bebê nos braços é maior. Procure fazer exercícios de respiração, ouvir músicas de que goste e tentar se distrair com atividades prazerosas.

Como consigo ficar mais confortável?

Nesse período, você provavelmente passará por desconfortos físicos, sendo que a maioria ocorre por conta do tamanho e peso do bebê. A pressão do feto sobre os pulmões e o diafragma pode gerar falta de ar, e por isso, subir escadas ou fazer algum tipo de esforço, ainda que leve, tende a ser mais dificultoso.

Por isso, é o momento de aproveitar para diminuir o ritmo e cobrar menos de si. Não exite em pedir ajuda para realizar algumas tarefas, e descanse o máximo que puder.

Na hora de dormir, achar uma posição adequada e confortável pode ser difícil, e por isso é recomendado sempre dormir de lado, com travesseiros de apoio para a coxa e costas. Lembre-se que é fundamental ter horas de sono ininterruptas, e também tirar um cochilo durante o dia, se possível.

As roupas também devem ser o mais confortável possível. Evite usar peças justas, principalmente que façam pressão sobre a barriga. Quanto aos calçados, os modelos baixos e macios são sempre a melhor escolha.

Como poderá ser o momento do parto?

Nesta fase, é preciso dar maior atenção ao parto. Começando pela escolha do tipo de procedimento (normal, natural ou cesárea) e dos profissionais que vão atuar nesse importante momento.

Assim, é fundamental ter tudo resolvido e deixar a mala da maternidade pronta, junto com os documentos e tudo mais que for necessário.

Além disso, ficar atenta aos sinais e sintomas que indicam que é chegada a hora do nascimento é essencial. A frequência das contrações ou rompimento da bolsa amniótica são os alertas de que é preciso correr para a maternidade.

No momento do parto, é fundamental manter a calma e confiar na equipe médica e de profissionais que estará lhe assistindo. E logo você estará com seu bebê tão esperado nos braços!

Quais os primeiros cuidados com o bebê?

Finalmente, após longos meses de espera, seu bebê nasceu. E agora? Muitas mamães "de primeira viagem" ficam receosas sobre como agir, devido a fragilidade do recém-nascido. Porém, vale ressaltar que é preciso, sim, ter bastante cuidado. No entanto, não é preciso ter medo de manusear seu filho!

Ainda na maternidade, médicos e enfermeiras orientam sobre os primeiros cuidados, com atenção especial para a amamentação. Portanto, lembre-se de tirar todas as dúvidas com a equipe que estiver lhe assistindo.

Vitaminas e suas principais fontes.

quinta, 08 de abril de 2021

As vitaminas fazem parte dos micronutrientes fundamentais para a saúde e bom funcionamento do organismo. Elas atuam no processo de metabolismo de carboidratos, proteínas e lipídios.

Contudo, mesmo sendo substâncias essenciais, a maioria dos animais, incluindo a espécie humana, não é capaz de produzi-las ou não as produz em quantidade suficiente. Por isso, se faz necessária a ingestão de alimentos ricos nos mais variados tipos de vitamina.

Entretanto, a quantidade de vitaminas ingerida pelos seres humanos varia de acordo com a idade, sexo, nível de atividade física e condições de saúde. Ou seja, algumas pessoas podem apresentar um déficit de vitaminas maior que outras.

Em mulheres gestantes ou lactantes, assim como nos indivíduos em fase de crescimento ou com saúde debilitada, as quantidades devem ser ajustadas. O mesmo serve para trabalhadores que atuam em funções que exijam um nível maior de esforço físico.

Porém, engana-se quem pensa  que os alimentos podem ser substituídos pela ingestão de vitaminas isoladas. Isso porque sem o alimento, o organismo se torna incapaz de absorvê-las.

Como as vitaminas são classificadas?

A classificação das vitaminas é feita de acordo com as substâncias que as dissolvem, sendo lipossolúveis e hidrossolúveis. 

Desse modo, as lipossolúveis (que se dissolvem em gordura) são as vitaminas A, D, K, armazenadas no fígado, e a vitamina E, que é distribuída para todos os tecidos de gordura do corpo.

Uma vez que as substâncias lipossolúveis não são facilmente eliminadas pelo organismo, tendendo a se acumular e provocar intoxicação, essas vitaminas não devem ser ingeridas em excesso.

No grupo das vitaminas hidrossolúveis (dissolvidas em água), estão a vitamina C e todas as do complexo B (1, 2, 3, 5, 6, 8 e 9). Estas permanecem no organismo por um curto período de tempo, antes de serem eliminadas pelos rins.

Por esse motivo, devem ser ingeridas diariamente. Já a vitamina B12, apesar de também ser hidrossolúvel, é armazenada no fígado.

Como cada vitamina atua no organismo e onde são encontradas?

Cada tipo de vitamina possui uma função dentro do organismo, e por isso todas são importantes para uma saúde equilibrada. Veja a seguir como cada uma delas atua e em quais alimentos estão presentes.

Vitamina A (betacaroteno)

A vitamina A, também conhecida como betacaroteno, é essencial para a saúde da pele, da visão e do sistema imunológico. Mas também atua protegendo o indivíduo contra doenças degenerativas.

Onde encontrar: a vitamina A está presente em alimentos como leite, queijos, gema de ovo, manteiga, peixes gordurosos, frutas e vegetais de cor amarela.

Vitamina C (ácido ascórbico)

O ácido ascórbico ou vitamina C é essencial para a produção de colágeno, atuando na saúde da pele, dos dentes e da gengiva e também dos ossos. Possui propriedades antioxidantes que protegem o coração e previnem contra doenças como o câncer. 

Onde pode ser encontrada: nas frutas cítricas, como laranja e principalmente na acerola, tomate, pimentão, e verduras com folhas verdes escuras.

Vitamina E (tocoferol)

A vitamina E é um tipo de antioxidante, responsável pelo fortalecimento das células e proteção contra a ação dos radicais livres.

Onde encontrar: a principal fonte natural da vitamina E são os vegetais oleosos, como milho e azeitonas, além de castanhas, sementes e o abacate.

Vitaminas do Complexo B

As vitaminas B1, B2, B3, B5, B6, B7, B9 e B12 são fundamentais para a saúde da pele, cabelos, olhos, nervos e fígado. Atuam no metabolismo e são essenciais para o desenvolvimento dos músculos.

Onde são encontradas: vitaminas do complexo B estão presentes em alimentos como a aveia, o centeio, no arroz integral e nas verduras verdes escuras.

Vitamina D

A principal função da vitamina D é a manutenção da massa óssea, sendo fundamental para que o organismo possa absorver o cálcio consumido nos alimentos. Além disso, essa vitamina também contribui para o sistema imunológico.

Onde está presente: a vitamina D pode ser ingerida a partir de alimentos como salmão, sardinha e atum (especialmente seus óleos), gema de ovo, leite, fígado e queijos. Porém, a principal fonte desse nutriente é a exposição ao sol, sendo os raios UVB os responsáveis por sintetizar a vitamina no nosso organismo.

Vitamina K

A vitamina K é importante para a prevenção de doenças do coração e também a osteoporose, pois está relacionada ao processo de coagulação sanguínea. Na saúde dos ossos, essa vitamina atua sobre a osteocalcina, permitindo a síntese de cálcio.

Onde encontrar: a vitamina K1 está presente nos vegetais verdes (couve, alface, brócolis e aspargos). Já o tipo K2 é produzido por bactérias saudáveis no intestino, podendo ser encontrado também em alimentos como leite, fígado e outros produtos fermentados. 

Doenças associadas à falta de vitaminas

Nossa saúde está diretamente ligada aos níveis adequados de vitaminas no organismo. Do contrário, a carência delas pode levar ao surgimento de uma série de doenças, entre elas anemia, raquitismo, obesidade, distúrbios metabólicos, cegueira noturna e até mesmo a pelagra, que consiste no surgimento de manchas na pele, diarreia e demência.

Os resfriados também podem se tornar mais frequentes diante da carência de vitaminas que atuam no sistema imunológico. Além disso, estudos apontam que a depressão também pode estar associada aos baixos níveis de vitamina D.

 

Intolerância à lactose: como conviver com o problema?

segunda, 05 de abril de 2021

A intolerância à lactose se manifesta devido à incapacidade de digerir o açúcar presente no leite e em seus derivados. Isso acontece porque o organismo passa a não produzir ou produzir em quantidade insuficiente uma enzima digestiva chamada lactase. Ela é a responsável por decompor a lactose.

Desse modo, à medida que a lactose não é quebrada adequadamente, ela chega ao intestino grosso sem sofrer alterações, se acumulando e fermentando através das bactérias que fabricam o ácido lático e os gases. Consequentemente, ocorre maior retenção de água e surgem as cólicas e diarréias.

No entanto, muitas pessoas confundem alergia ao leite com intolerância à lactose. Por isso, é importante frisar que a alergia é uma reação do sistema imunológico adversa às proteínas do leite. Ela se manifesta quando uma porção, por menor que seja, é ingerida.

Porém, a alergia ao leite de vaca é a mais comum, podendo provocar alterações no intestino, na pele e até mesmo no sistema respiratório, com o aparecimento de tosse e bronquite.

Já a intolerância à lactose trata-se de um distúrbio digestivo e está associada à baixa ou nenhuma produção da enzima lactase. Nesse caso, os sintomas podem variar conforme a quantidade de leite e derivados ingerida.

Assim, a intolerância pode aparecer de forma leve, moderada ou grave, de acordo com o grau de deficiência apresentada na produção da lactase.

Existem fatores de risco?

O aparecimento da intolerância à lactose pode ocorrer em várias fases da vida, mas o envelhecimento é um dos fatores de risco. Por isso, muitas pessoas se deparam com o distúrbio já na fase adulta.

Além disso, existem outros fatores de risco que podem contribuir para que a pessoa desenvolva intolerância à lactose. São eles

  • - infecção por rotavírus;
  • - aparecimento de doenças gastrointestinais;
  • - diabetes;
  • - predisposição genética.

Contudo, existem três tipos de manifestação da intolerância à lactose, que se baseiam nos fatores acima

Deficiência primária

É a diminuição progressiva e natural da produção de lactase, ocorrendo a partir da adolescência e até o fim da vida. Esta é a forma mais comum de se desenvolver o problema;

Deficiência secundária

Ocorre quando a produção da enzima lactase é afetada por doenças intestinais, como diarreias, doença celíaca, síndrome do intestino irritável, doença de Crohn ou mesmo a alergia à proteína do leite. Em casos secundários, a intolerância pode desaparecer conforme a doença de base é controlada;

Deficiência congênita

É quando a criança já nasce com um organismo incapaz de produzir a lactase. É uma forma rara de manifestação e mais crônica.

Como saber se estou com intolerância à lactose?

Ao desenvolver intolerância à lactose, os sintomas mais comuns costumam estar relacionados ao sistema digestivo, entre eles

  • - distensão abdominal;
  • - náuseas;
  • - cólicas;
  • - diarreia;
  • - excesso de gases;
  • - ardor anal e assaduras.

No caso dos dois últimos, eles costumam ocorrer por conta das fezes mais ácidas. Em bebês e crianças menores, pode haver também a perda de peso e um crescimento mais lento.

Em geral, os sintomas surgem minutos ou horas depois da ingestão de leite, seja puro ou com algum tipo de mistura, assim como queijos, creme de leite, leite condensado, manteiga e requeijão, ou alimentos que possuam leite na composição – bolos, pudim, sorvete, mingau etc – e melhoram quando o consumo é interrompido.

De que forma é feito o diagnóstico?

Para saber se uma pessoa desenvolveu intolerância à lactose, além da avaliação clínica, existem também três exames específicos que podem detectar o problema

  • - teste de intolerância à lactose;
  • - teste de hidrogênio na respiração;
  • - teste de acidez nas fezes.

No primeiro, o paciente ingere uma dose de lactose em jejum e, após algumas horas, é feita a coleta de amostras de sangue, que servem para medir os níveis de glicose. Nos portadores do distúrbio, esses níveis permanecem inalterados.

Já o segundo tipo de exame mede o nível de hidrogênio que é eliminado na expiração após a ingestão de doses mais altas de lactose. No terceiro exame, é analisado o nível de acidez presente nas fezes do paciente.

Como controlar e conviver com o problema?

Primeiramente, é importante ressaltar que intolerância à lactose não é uma doença. Trata-se apenas de uma disfunção do organismo que pode ser controlada a partir de uma dieta com restrição de alimentos à base de leite e com medicamentos.

Inicialmente, é indicado suspender por completo a ingestão de leite e seus derivados, para que os sintomas desapareçam. O segundo passo é fazer a reintrodução desses alimentos em quantidades controladas, para que se identifique o grau de intolerância.

Isso é importante para que os níveis de cálcio na alimentação sejam mantidos, sem que haja necessidade de suplementação. Sobretudo porque o cálcio, junto com a vitamina D, é essencial para a saúde e fortalecimento dos ossos.

Desse modo, a ingestão de leites modificados com baixo teor de lactose são indicados, assim como o uso de suplementos com lactase.

Portanto, uma pessoa que tenha desenvolvido intolerância à lactose pode levar uma vida normal, desde que adote uma alimentação adequada à sua condição, evitando o consumo de leite e derivados em quantidade maior do que a suportada pelo organismo.

Endometriose: como afeta a saúde da mulher?

quinta, 01 de abril de 2021

A endometriose é caracterizada como uma modificação no funcionamento normal do endométrio, que é a mucosa que reveste a parede interna do útero. Essa afecção inflamatória é provocada através das células do endométrio que, ao invés de serem expelidas, acabam tomando o sentido oposto e caindo na cavidade abdominal ou nos ovários, onde se multiplicam.

Quando não há fecundação do óvulo, parte do endométrio é eliminada quando ocorre a menstruação. A parte que permanece no útero volta a crescer com a multiplicação das células, para que todo o processo se repita no próximo ciclo.

Diferente do que se imagina, esta é uma doença bastante comum, que pode atingir até uma em cada seis mulheres em idade fértil. Contudo, as chances de aparecimento são maiores quando há outros casos na família. Portanto, pode-se dizer que esta é também uma condição genética.

Tipos de endometriose

Existem cinco tipos diferentes de manifestação da endometriose, que são: superficial, profunda, pulmonar, de parede e no ovário. Confira a seguir mais detalhes sobre cada tipo.

Endometriose superficial

É um tipo de endometriose que costuma atingir o peritônio, um tecido que reveste internamente os órgãos presentes nas cavidades abdominal e pélvica.

Endometriose profunda

Quando os focos da doença se infiltram na parede de um órgão ou estrutura a uma profundidade de mais de cinco milímetros, é sinal de endometriose profunda. Nesse tipo, também se apresenta a endometriose do septo retovaginal.

Nesse caso, os sintomas do período menstrual se intensificam, e a mulher pode ter que se submeter a uma cirurgia de emergência, a depender do local e da extensão da doença.

Endometriose de parede

A endometriose de parede atinge a parede abdominal, geralmente em áreas que foram previamente submetidas à cirurgia. Na maioria dos casos, ocorre em mulheres que já realizaram uma cesariana, especialmente em casos de interrupção prematura da gravidez.

A região do umbigo é um outro local onde a endometriose de parede costuma ocorrer. Geralmente, os nódulos ficam mais dolorosos e aumentados durante o período menstrual.

Endometriose no ovário

O tipo ovariano é aquele que atinge os ovários, e costuma ocorrer com a formação de cistos composto por um líquido sanguinolento.

Endometriose pulmonar

Apesar de ser bastante rara, a endometriose pulmonar é considerada grave. Ela ocorre quando o tecido endometrial se desenvolve na região dos pulmões, chegando nesse estágio através da corrente sanguínea.

Esse tipo costuma ser identificado pelo sangramento das vias aéreas, que ocorre no período menstrual, normalmente por meio da tosse.

Quais os principais sintomas da endometriose?

O sintoma principal, e que primeiro se manifesta em casos de endometriose, é a dor pélvica associada ao ciclo menstrual. Contudo, existem relatos de mulheres que dizem que esta dor aumenta com o tempo, ficando muito pior no período da menstruação.

Além da dor pélvica, outros sintomas podem ser observados com frequência, como por exemplo:

  • - dismenorreia (dores no período menstrual);
  • - dor ou cólicas, que podem aparecer de uma a duas semanas antes da menstruação;
  • - dor durante as relações sexuais com penetração;
  • - dor ao urinar ou evacuar, sobretudo no período menstrual;
  • - fadiga;
  • - diarreia no período menstrual.

É importante ressaltar que a dor não está relacionada à gravidade do problema. Algumas mulheres podem ter uma extensão maior da doença sem sentir nenhuma dor, enquanto outras podem sofrer de dores fortes, mesmo com focos menores.

Como obter o diagnóstico?

A endometriose pode ser considerada uma doença silenciosa. Geralmente os sinais aparecem entre os 25 e 35 anos, quando é possível realizar um diagnóstico preciso. Contudo, a manifestação do problema já começa meses depois da primeira menstruação.

No entanto, isso ocorre porque muitas mulheres acreditam ser normal sentir cólicas e dores no período menstrual, e não dão a devida atenção ao problema, esperando muito tempo para procurar ajuda médica.

Ao suspeitar da presença da endometriose, o ginecologista pode realizar um exame pélvico de toque e solicitar os seguintes exames

  • - ultrassom especializado;
  • - ressonância magnética;
  • - laparoscopia.

Relação entre endometriose e fertilidade

Uma vez que o endométrio é sensível às alterações do ciclo menstrual, sendo o local onde o óvulo é depositado após ser fecundado, essa alteração acaba atingindo a fertilidade e, consequentemente, a saúde da mulher.

Contudo, o principal fator de infertilidade é a danificação das tubas uterinas. Pois durante o processo inflamatório crônico são formadas aderências do peritônio junto a outros órgãos pélvicos. Isso pode resultar na obstrução das tubas uterinas, dificultando ou impedindo a passagem do óvulo e, consequente, a fecundação.

Nos ovários, a presença dos endometriomas também compromete a fertilidade. Além disso, possíveis alterações inflamatórias e imunológicas no útero e no endométrio tendem a atrapalhar a implantação do embrião, fazendo com que a gravidez não se desenvolva.

Tratamento e acompanhamento médico

Em idade fértil, a mulher deve consultar um médico ginecologista anualmente, para realizar exames de rotina, como papanicolau e outros. Esse acompanhamento médico é fundamental também para identificar a presença da endometriose, à medida que os sintomas apareçam ou se agravem.

Ao identificar o problema, o tratamento deve ser iniciado imediatamente, podendo incluir

  • - medicamentos para controle da dor e diminuição da progressão da doença;
  • - cirurgia para retirada das áreas afetadas;
  • - cirurgia de histerectomia, com a retirada dos ovários.

Contudo, o tipo de tratamento dependerá de alguns fatores, como idade, gravidade dos sintomas e da doença, e se a mulher ainda deseja ou não engravidar.

Síndrome de Down: cuidados e desenvolvimento.

segunda, 29 de março de 2021

A Síndrome de Down ocorre a partir de uma alteração genética. Também chamada de trissomia do cromossomo 21, é causada por uma falha na divisão das células durante a formação do embrião.

Assim, portadores da síndrome, ao invés de apresentarem um par de cromossomos 21, possuem um trio. Contudo, as causas que levam a esse tipo de divisão ainda são desconhecidas, e por isso não há uma forma de evitar que a alteração dos genes ocorra.

Essa falha no cromossomo 21 faz com que as pessoas portadoras da Síndrome de Down apresentem características físicas peculiares, assim como um desenvolvimento intelectual mais lento. São elas

  • - rostos mais arredondado, orelhas pequenas e olhos oblíquos;
  • - mãos menores e dedos mais curtos, além de prega palmar única em aproximadamente metade dos casos;
  • - estatura mais baixa;
  • - diminuição do tônus muscular (hipotonia), fazendo com que o bebê seja menos rígido. Essa característica leva a problemas de deglutição e mastigação, atraso na articulação da fala. Cerca de 50% dos casos também pode apresentar problemas do coração;
  • - em alguns portadores, pode ocorrer da língua ser um pouco maior, o que junto à hipotonia faz com que o bebê mantenha a boca aberta;
  • - tendência à obesidade, diabetes e hipotireoidismo;
  • - problemas gastrointestinais em cerca de 5% dos casos;
  • - ocorrência de deficiência visual e auditiva;
  • - predisposição à infecções, sobretudo otites.

Alguns portadores da síndrome podem apresentar algum grau de instabilidade na articulação do pescoço, provocando problema nos nervos devido à compressão na medula. Portanto, bebês portadores de Síndrome de Down, em muitos casos, são mais sensíveis e exigem um cuidado redobrado ao serem manuseados.

Como diagnosticar a Síndrome de Down

Entre a 11ª e a 14ª semana da gravidez, a gestante deve realizar o ultrassom morfológico fetal, que é indicado para avaliar a translucência nucal. Esse exame pode apontar a presença da Síndrome de Down no feto. Todavia, a confirmação só é feita com a realização dos exames de amniocentese (que retira amostra do líquido amniótico) e amostragem das vilosidades coriônicas.

Após o nascimento da criança, o diagnóstico clínico é comprovado através do exame do cariótipo (estudo dos cromossomos). Por esse exame é possível também determinar o risco de recorrência da alteração em outros filhos do casal. Apesar de ser baixo, esse risco pode aumentar quando a mãe já possui idade acima dos 40 anos.

De que forma pessoas com Síndrome de Down se desenvolvem?

É muito comum que, ao receber a notícia de que seu bebê nasceu com Síndrome de Down, os pais e familiares sintam-se apreensivos. De fato, crianças com essa condição possuem necessidades especiais, sobretudo com relação à saúde e ao desenvolvimento durante a fase escolar.

Porém, é fundamental que todas as pessoas envolvidas na criação de um indivíduo com Síndrome de Down aceitem essa diferença, sabendo que a adaptação e o desenvolvimento podem ser plenos, e que pessoas com Down são totalmente capazes de viver em sociedade.

No entanto, para isso é necessário que, desde o nascimento, a criança seja estimulada para que seus potenciais sejam desenvolvidos. O empenho nessa tarefa é fundamental, mas sem deixar de levar uma vida normal, dando para a criança a atenção e o carinho que ela merece.

Assim como qualquer outro bebê, o nascido com Síndrome de Down necessita da alimentação adequada, de um ambiente acolhedor e de cuidados com a saúde. Nesse sentido, não há nada de diferente em relação aos não-portadores.

Importância do acompanhamento médico

Por conta das necessidades especiais e algumas condições de saúde específicas, bebês com Síndrome de Down devem ser acompanhados por diversos profissionais de saúde. Além das consultas com o pediatra, a fisioterapia e a fonoaudiologia também podem ser necessárias.

Com o diagnóstico precoce de alguma doença, a rapidez no tratamento pode impedir que a saúde da criança seja comprometida de forma mais séria. Por isso, a realização de exames que identifiquem a presença de anormalidades deve ser feita logo após o nascimento.

Do mesmo modo, é fundamental manter o acompanhamento médico ao longo da vida. Isso serve para avaliações mais generalistas e, principalmente, para monitorar o aparecimento de alguns fatores de risco como obesidade, por exemplo. Desse modo, um acompanhamento nutricional também é indicado, à medida que for observado um aumento de peso mais significativo.

Vale ressaltar que os cuidados com a saúde de quem possui Síndrome de Down vão mudando de acordo com a fase da vida. O mais importante é que as crianças sejam estimuladas desde cedo a superar as limitações que essa alteração genética impõe.

Aos pais, familiares e profissionais envolvidos na educação, é imprescindível compreender que limitações não são impedimentos. E apesar de terem uma necessidade permanente de atenção e cuidado, estas pessoas podem ser plenamente capacitadas ao convívio social.

O que são cistos mamários e como tratá-los?

segunda, 08 de março de 2021

Os cistos mamários costumam ser motivo de preocupação para as mulheres. Contudo, médicos alertam que a existência deles não está relacionada ao câncer de mama, nem aumenta o risco de desenvolver a doença, como muitos imaginam. Porém, isso não significa que, ao identificar sua existência, não seja necessário dar continuidade à investigação diagnóstica.

Mas afinal, o que são cistos mamários? O cisto nada mais é o que um nódulo, em formato oval ou redondo, que se forma num ponto chamado ducto terminal da unidade lobular mamária (DTUL).

Eles podem aparecer em apenas uma ou nas duas mamas. E também se formam de modos diferentes: um único nódulo, vários nódulos independentes ou um grupo de pequenos cistos.

As causas que levam à formação de cistos mamários, que geralmente ocorrem em mulheres na faixa etária entre 35 e 50 anos, estão mais ligadas à flutuação hormonal.

Sobretudo em mulheres com estilo de vida que leva à menarca precoce ou menopausa tardia, que não tiveram filhos ou tiveram poucos, com períodos de amamentação curtos, o maior tempo de exposição do organismo feminino à flutuação dos hormônios pode facilitar a obstrução dos ductos mamários que desencadeia os cistos.

Estes, são compostos de um líquido formado por água e sais minerais. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, não há presença de leite nos cistos mamários.

Tipos e características dos cistos mamários

Os cistos mamários são classificados como: simples, complicados e complexos. Essa diferenciação é feita com base nas características identificadas no exame de ultrassonografia. 

O que, geralmente, leva a mulher a procurar um médico é a identificação de uma massa palpável na mama. Ou ainda, por dor ou desconforto causados por essa massa. Sua textura pode variar, sendo comumente descrita como algo parecido com uma uva, uma bexiga d'água ou mesmo um nódulo duro.

Apesar de ser mais difícil identificar um cisto pelo exame físico, quando palpável ele costuma ser descrito como um nódulo móvel, firme, mas de consistência macia. Todavia, os cistos mamários podem ainda aparecer como um aglomerado de pequenas massas ou como uma massa indefinida. 

Principais sintomas

Os cistos mamários podem se apresentar de forma dolorosa ou indolor. No segundo caso, isso dificulta um pouco identificar sua presença antecipadamente, e por isso o exame de toque é fundamental.

Contudo, um aumento de um cisto pode causar dor localizada e intensa, que aparece subitamente. Geralmente, antes do início da menstruação, as alterações microcísticas causam dor ou hipersensibilidade, e esse sintoma pode persistir durante todo o ciclo menstrual.

Como é feito o diagnóstico?

Os cistos não palpáveis dificilmente são identificados através do autoexame ou mesmo no exame clínico realizado em consultório. Portanto, os exames de imagem, como a mamografia e a ultrassonografia, são mais indicados para diagnosticar a presença de um cisto. Além disso, é no exame de imagem que se poderá distinguir suas características.

No caso da ultrassonografia, é possível visualizar, até mesmo, os chamados microcistos, que têm tamanho menor que 0,4 cm de diâmetro e por isso não são palpáveis. Já as massas maiores, chamadas macrocistos, podem chegar a 5 cm de diâmetro, e são mais facilmente encontrados no exame físico. Por conta do tamanho, podem causar dor e desconforto.

Contudo, pela palpação não é possível distinguir a presença de um cisto benigno, de uma massa sólida de cistos ou aglomerado, ou de um tumor. Portanto, ao detectar a lesão na palpação, o médico deverá solicitar um exame de imagem para ter um diagnóstico mais preciso.

Como tratar os cistos mamários?

No caso de ocorrência de cistos simples benignos e assintomáticos, não existe nenhuma conduta terapêutica adicional. Assim, basta que a mulher realize o acompanhamento e observe a evolução do cisto periodicamente, conforme o médico orientar.

Ao observar alterações no tamanho ou formato, ou mesmo em caso de dor, o médico poderá retirar uma amostra do líquido para que sejam feitos exames de laboratório. Essa punção é feita no próprio consultório.

Já no caso de cistos mamários de tamanho maior, que estejam inflamados e causem dor, poderá ser indicado um tratamento para alívio dos sintomas, com uso de analgésicos e anti-inflamatórios.

Saúde de mulher: a importância dos exames preventivos

Uma vez que os cistos mamários podem não ser detectados com facilidade no autoexame das mamas, é fundamental que a mulher realize consultas periódicas com seu ginecologista e faça os exames preventivos, especialmente a mamografia. Essa é a forma mais eficaz de antecipar o diagnóstico e dar o tratamento correto ao problema.

Além disso, nas conversas com o médico são tiradas todas as dúvidas a partir de informações concretas e confiáveis, o que diminui a insegurança frente ao problema.

Notícias recentes
Hipertensão: como prevenir e tratar? Saiba mais sobre como a hipertensão arterial se manifesta e conheça formas de prevenção e tratamento da doença. Saiba mais...
O que é a Síndrome pós-Covid e como identificá-la. Saiba mais sobre a Síndrome pós-Covid e a importância de manter o acompanhamento médico mesmo depois de passar pela doença. Saiba mais...
Cuidados com o bebê nos primeiros meses após o parto. Um universo de novidades: veja quais os primeiros cuidados com o bebê no período pós parto e como as mudanças na rotina afetam as mamães. Saiba mais...
Principais alergias que atingem os brasileiros. Entenda melhor o que são alergias e conheça os tipos que mais atingem os brasileiros. Saiba como se manifestam e qual o tratamento adequado. Saiba mais...
Último trimestre de gestação: o fim de uma jornada e o início de outra. Saiba mais sobre o último período de gestação, que vai do 7º ao 9º mês, e quais os primeiros cuidados após o parto. Saiba mais...
Vitaminas e suas principais fontes. Saiba mais sobre a importância das vitaminas para o bom funcionamento do organismo e quais as principais fontes para ingestão desses nutrientes. Saiba mais...
Intolerância à lactose: como conviver com o problema? Saiba mais sobre a intolerância à lactose e de que forma é possível conviver com esta condição a partir de cuidados simples com a dieta. Saiba mais...
Endometriose: como afeta a saúde da mulher? Saiba mais sobre a endometriose, seus sintomas, tratamento e como interfere na saúde e na fertilidade da mulher. Saiba mais...